PARANORMALIDADE: FATO OU FICÇÃO?
Já existe um antigo desafio, periodicamente divulgado pela emissora
de TV "Discovery Channel", de um senhor que oferece um milhão
de dólares para quem provar a realidade de um só fenômeno
paranormal. Ignoro quais os motivos e fundamentos de tal negação,
e gostaria até conhecer a verdadeira motivação e
razão de tamanha segurança.
Sei que até hoje os estudos de parapsicologia em nível
acadêmico tendem a mostrar a existência da para normalidade
ao mesmo título que qualquer outra aptidão ou capacidade
"normal". Os estudos mais antigos e clássicos do casal
Rhine da Universidade de Duke demostram, sobre centenas de milhares de
sujeitos e de ensaios, que existe o que eles chamam de FATOR PSI, isolado
por análise fatorial estatística.
O casal demonstrou que esta aptidão obedece à lei de
distribuição de Gauss; isto quer dizer que existem alguns
sujeitos excepcionalmente dotados, uma maioria de pessoas medianamente
dotados, e uma minoria muito fraca. O que é verdade para a inteligência,
o é também para a telepatia, precognição,
retrocognição ou cura à distância, ou outras
capacidades para normais.
Hoje são também clássicos os estudos de Stanley
Krippner sobre sonhos telepáticos no laboratório do Hospital
Maimonides nos USA.
Todos estes estudos foram repetidos por outros autores em várias
partes do mundo tendo sido obtidos resultados equivalentes.
As experiências de saída do corpo físico voluntariamente
provocadas ou relatadas por pessoas que foram reanimadas de uma morte
clínica ou ainda durante sonho, relaxamento e em estado normal
de vigília, são consideradas hoje pelos inúmeros
centros de pesquisa sobre o assunto como verdadeiras. Inclusive são
bastante freqüentes pessoas que tiveram morte clínica em mesa
de operação, relatarem detalhes do processo operatório
ou cenas de desespero da família em outra sala, impossíveis
de serem vistas a partir da mesa cirúrgica. Inúmeros anestesistas
recebem regularmente relatos deste teor; nem todos têm o preparo
para entender que se trata de fenômenos reais.
Em torno do após morte, as observações clínicas
de terapeutas sobre vidas passadas estão aumentando estes últimos
dez anos, incluindo nisto comunicações em congressos de
nível acadêmico. Os estudos de crianças que se lembram
de outras vidas, também se multiplicam em muitos paises.
A Transcomunicação com seres já desencarnados,
por telefone, gravações em fitas cassete, televisão
e ultimamente computadores, fazem parte do cotidiano de pesquisadores
especializados no assunto.
Recentemente, convidei o Professor Stanley Krippner, para junto com
um físico, antropólogo, médica e psicólogo,
passarem alguns dias observando, na sede da Universidade Holística
Internacional de Brasília, fenômenos de materialização
de objetos, pelo sensitivo brasileiro Amyr Amiden. Um livro relatando
esta pesquisa está no prelo na Editora Cultrix Pensamento sob o
título "Transcomunicação. O fenômeno magenta".
Para os pesquisadores, a materialização de pedras semi preciosas
ou preciosas incluindo diamantes, de medalhas de ouro ou prata, óleo
perfumado em estátuas de Nossa Senhora e muitas outras ainda, são
indubitavelmente fenômenos reais e autênticos. Tudo indica
que tem endereço certo, isto é que as materializações
entrem na categoria de transcomunicações significativas,vindo
e dirigidas por seres de outra dimensão.
Inúmeras discussões e publicações de natureza
especulativa, nos apresentam hipóteses e teorias diferentes e às
vezes opostas a respeito da natureza e do funcionamento do fator PSI e
destes fenômenos. Mas ninguém sensato, a par das pesquisas
até agora realizadas, pode duvidar da sua autenticidade. A fase
de procurar truques mágicos nestas experiências pode ser
considerada como obsoleta, e o ceticismo deste senhor desafiador com o
seu milhão de dólares também.
Isto não impede que haja charlatães tais como em todas
as profissões. Mas são casos hoje excepcionais e, por conseguinte
não podem nem devem ser objetos de generalizações
precipitadas.
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