A ARTE DE VIVER EM PAZ COM A NATUREZA. UMA QUESTÃO DE ECOLOGIA AMBIENTAL
Viver em paz com a natureza, é fundamental para a nossa própria sobrevivência, pois o ser humano está cometendo um suicídio coletivo, levando consigo a vida do planeta Terra.
Pensava se antigamente que os recursos da terra são inesgotáveis. Hoje se sabe que eles tem fim e estão se esgotando rapidamente.
Já falamos das medidas econômicas que cada um de nós pode tomar para dar a sua contribuição pessoal. Esta contribuição pode ser estendida a ações práticas que dependem de sentimentos de solidariedade próprios à cidadania planetária. É isto que vamos abordar a seguir.
Com esta finalidade vamos considerar a natureza sob três aspetos principais que encontramos em todos os sistemas do Universo: A matéria, a vida e a informação ou programática.
- A PAZ COM A MATÉRIA
Viver em paz com a matéria consiste essencialmente em viver em harmonia com os seus elementos, a terra, a água, o fogo, o ar e o espaço.
Esta harmonia é muito mais essencial do que estamos pensando, pois nós também somos feitos destes elementos. Então se poluímos a terra com agrotóxicos, em pouco tempo os nossos ossos serão poluídos pois os nossos ossos são feitos de terra que o nosso corpo absorve através do cálcio dos alimentos. Do mesmo modo se poluímos o ar que respiramos vamos afetar a nossa saúde. O mesmo é verdade para a água. O uso indevido do fogo como a queima das nossas florestas, aumenta o gás carbônico do ar provocando o efeito estufa que aumentando o calor (do fogo) derrete a calota polar fazendo subir o nível dos mares. Até o espaço está sendo poluído com irradiações atômicas e outras.
Por todas estas razões, viver em paz com a matéria consiste em cada um de nos evitar poluir os seus elementos.
Se, além destas razões intelectuais, você amar profundamente a Terra como a Mãe que nos nutre e nos hospeda, então você terá conseguido a atitude mais adequada para você ser um protetor da natureza.
- A PAZ COM A VIDA
O mesmo podemos dizer da vida. Você, amando a vida sob todas as suas formas, terá consequentemente o respeito por ela.
Respeitar a vida consiste em evitar arrancar flores ou pisar em insetos, evitando matar animais inutilmente. Existem pessoas que deixaram de comer carne para não fazer sofrer os animais. Elas se tornaram vegetarianos. As nações Unidas recomendam o regime vegetariano por uma outra razão ainda, a proteção das matas virgens devastadas para por pastos para gado candidato a hamburgers, e das culturas de grãos. Segundo os cálculos feitos, diminuindo o consumo da carne, só nos USA em dez por cento, daria para alimentar em grãos, toda a população faminta do Mundo!.
As razões aventadas para harmonizar com a matéria, valem também para a vida, pois temos vida dentro de nós, e se trata da mesma vida que existe fora.
O mesmo se dá com a informação e a programação do universo. É o que vamos examinar a seguir.
- A PAZ COM A PROGRAMAÇÃO DA NATUREZA
A tese segundo a qual o Universo é auto-consciente, o planeta Gaia é um ser vivo e que os programas e a informação genética assim como a nossa própria inteligência são a expressão desta consciência e espírito do Universo, está caminhando nos meios de ciências de ponta, a passos largos.
Aceitando esta tese, podemos aplicar o mesmo princípio que usamos para a matéria e a vida.
Do mesmo modo que há a mesma matéria e a mesma vida dentro e fora de nós, da mesma maneira existe inteligência e plano dentro e fora de nós. Se trata da mesma inteligência.
Por isto podemos nos perguntar se não será perigoso intervir na programação atômica da matéria e genética da vida, pois esta intervenção está desorganizando a programação e interferindo na inteligência do próprio universo, com conseqüências imprevisíveis para a própria humanidade. O que está acontecendo com a intervenção na programação atômica já fala por si só. O que dizer então da clonagem e do programa renome no nível genético?
Será que os indiscutíveis benefícios compensam os riscos destrutivos ainda pouco conhecidos?
Temos direito de esperar o futuro para poder julgar, sabendo que estamos pondo em risco a vida dos nossos filhos e netos?
O que iremos responder a eles, se eles nos perguntarem por que não fizemos nada, apesar de termos sérias dúvidas quanto aos riscos?
Deixamos estas perguntas para cada um de vocês poder se situar em relação ao assunto e apoiar os líderes políticos que levantam estas questões e propõem soluções legais fundamentadas em estudos e pesquisas sérias ou opiniões abalizadas de autoridades competentes.
E agora, mais uma vez, vamos dar ao leitor uma oportunidade de auto avaliar a sua disposição em contribuir para a ecologia ambiental:
Pierre Weil
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