OBJETIVIDADE: A GRANDE ILUSÃO DA CIÊNCIA

Durante muito tempo, desde o advento da ciência experimental, e sob influência de Descartes, havia o pensamento que se podia separar sujeito e objeto, eu e o mundo, a pessoa e o universo, o observador e o objeto observado.

Tal atitude provinha de uma crença na separação do mundo interior e do mundo exterior, em que o ser humano era isolado da natureza, havendo então possibilidade para o cientista de encarar o objeto de estudo com o total isenção de ânimo, o que passou a se chamar de "Objetividade Científica".

Embora esta dita "objetividade" tenha sido um dos fatores de êxito da ciência experimental e tecnologia, alguns fatos levam a ciência de ponta como a física quântica e psicologia Transpessoal e a parapsicologia a constar a impossibilidade de separar um objeto do sujeito.

De um lado, a física quântica mostrou que há uma influência direta da consciência do observador sobre o objeto observado: conforme o foco de atenção do observador, o "objeto" observado pode ser uma partícula ou uma onda. Experiências de parapsicologia tem colocado em evidência a capacidade da mente de influenciar diretamente os resultados de sorteios feitos por aparelhos especialmente criados para este fim.

De outro lado, fatos científicos também nos obrigam a constatar a impossibilidade de separar o ser humano da natureza. Não somente ele faz parte da natureza, mas ele é constituído por ela, que seja do ponto de vista da matéria, da vida ou da mente.

Pierre Weil