DINHEIRO PARA A GUERRA, PORQUÊ? DINHEIRO PARA A PAZ PORQUE NÃO?

A violência continua imperando no mundo e no Brasil. Na realidade ela está aumentando assustadoramente, sobretudo a violência ligada à pobreza e miséria nos campos e nas cidade; enxertada na pobreza está o narcotráfico incrementando a violência até nas crianças e adolescentes. Se pensava que com a queda do muro de Berlim, a paz começaria a reinar na terra. O contrário está acontecendo. Os países do Leste Europeu estão numa escalada de violência.

Quem mais se aproveita economicamente de todas as espécies de violência e ainda mais da guerra, são as indústrias de armamento. Embora a queda de Berlim tenha provocado nestes últimos anos uma queda sensível da produção mundial de armamentos, ela não é suficiente. Segundo o relatório da UNESCO de 1993 sobre o desenvolvimento humano no mundo de 1987 a 1991. Houve um decréscimo de aproximadamente 240 milhões de dólares, sobretudo nos USA e na União Soviética. No caso da América Latina, esta diminuição foi de 11 bilhões de dólares. Mas nos países pobres, como a Somália, Cuba, Iraque e Tanzânia a porcentagem de despesas em relação às despesas sociais e de educação estão aumentando. Também está se esperando uma diminuição das Ogivas nucleares de 20.000 em 1990 para 5.000 em 2003, o que corresponde ao nível de 1975. Quer dizer que vamos levar o perigo nuclear para o ano dois mil?

Sabemos o quanto é importante a educação para a paz como meio a curto, médio e longo prazo, de ajudar a resolver os problemas da violência. São muitos os esforços de organismos não governamentais, neste sentido. O ideal seria que grande parte dos investimentos retirados da indústria bélica, sejam consagrados a paz. Infelizmente isto não se dá.

Estas instituições lidam com muita dificuldade financeira. A própria UNESCO que é o órgão primordial de educação para a paz está em déficit e reduzindo o seu pessoal, apesar de ser um organismo da nações unidas.

De fato, há muito dinheiro para a guerra. Para a paz, quase nada. Quando é que os ministérios de educação irão executar as recomendações da reunião dos ministros em Genebra, na UNESCO no sentido de introduzir educação para a paz nas escolas e universidades?

Pierre Weil