ADOÇÃO: UMA GRANDE SOLUÇÃO

Milhões de crianças abandonadas pelos pais, por causa do desemprego e da miséria no mundo e no Brasil, perambulam nas ruas das grandes cidades à procura de alimentos nas lixeiras e depósitos de lixo.

Muitas instituições educativas e sociais foram criadas para receber as crianças abandonadas desde a tenra idade. São soluções que procuram até um certo ponto substituir a família.

Nada porém substitui uma família verdadeira. Por isto mesmo o sistema legal de adoção de crianças abandonadas é o sistema ideal, enquanto se procura organizar um novo tipo de sociedade com um sistema sócio-econômico mais justo e eqüitativo, o que vai levar muitos anos ainda.

É claro que a família precisa preencher certas condições psicológicas, sobretudo emocionais para poder receber uma criança: equilíbrio, harmonia, amor verdadeiro, senso de responsabilidade, lucidez, paciência entre outras qualidades.

Mas não é apenas isto. A família toda precisa ficar dentro da verdade, isto é, nunca esconder que são pais adotivos, pois os verdadeiros pais não tiveram condições de cuidar enquanto criança.

Existem famílias que misturam o seu objetivo de educar uma criança com o de ter mais um empregado. Chamam-na de criado ou de criadinho. A criança é condicionada desde cedo a obedecer ordens e de servir à família toda, inclusive os irmãos postiches. Embora seja melhor do que nenhuma adoção, há neste caso, uma falta de ética, mais particularmente de justiça e senso de equanimidade, além de respeito elementar pelo ser humano.

Tem tantos casais que não podem ter filhos: em vez de adotar um cachorrinho ou um gato, por que não adotam uma criança?

Há também o caso de mães que querem abortar seus filhos por não terem condições de criá-los, por várias razões; em vez de praticar uma atitude criminosa, por que não procurar um serviço de adoção de crianças? Pois a sua criança tem o direito de nascer e de bem viver.

E quem sabe o próprio destino do filho ou filha era ser adotado por esta família?

Existe enfim, o caso de pais que já tem alguns filhos, mas cujo amor e cuja necessidade de doar e educar são tão grandes que resolvem adotar uma ou várias crianças. De vez enquando, aparecem casos assim na TV, casos de mães com uma dezena de filhos adotivos ou mais.

Em todos os casos de adoção tem que haver, antes de tudo, amor. Onde a adoção é bem sucedida, houve antes de tudo, amor e compaixão verdadeira.

Pierre Weil