PIERRE WEIL

1- RESUMO BIOGRÁFICO

1.1- Formação de um espírito pacífico: infância e adolescência

Pierre Weil, nascido em 16 de abril de 1924, em Strasbourg, teve contato, desde a sua infância com conflitos religiosos em sua família, constituída de três religiões, como também conflitos e guerras entre a França e Alemanha por causa do fato de ser ele alsaciano. Esses conflitos contribuíram para que Pierre Weil se tornasse um amante da Paz.

Em sua autobiografia publicada no Brasil sob o título de "A Revolução Silenciosa", ele nos conta como ele progressivamente se dedicou à Paz e, mais especificamente, à Educação para a Paz. Aos oito anos de idade ele se diverte com primos, ao criar a associação católica dos judeus protestantes. Aos quatorze anos ele escreve, no seu diário: "Minha pátria é principalmente a Terra". Com a mesma idade, em plena guerra mundial, ele propõe a "idéia de eliminar as fronteiras, de criar a Europa com uma moeda única; os adultos a quem ele se dirige recebem suas idéias com um ceticismo divertido. Por ocasião da derrota, ele organiza um centro de recepção com cantina, para os refugiados.

Sua consciência de jovem francês, leva-o, aos 17 anos, a se engajar na "maquis", para dar a sua contribuição à expulsão do nazismo. Convidado a escolher uma das metralhadoras que lhe foram oferecidas, de toda a sua alma ele refuta a idéia de matar, recusa-se a se armar, e propõe a sua participação com enfermeiro. Ele descobre, assim, sua natureza não violenta, antes mesmo de ter tido contato com Ghandi. Certo dia, enquanto os seus companheiros preparavam-se para explodir uma ponte ferroviária, ao passear sobre os trilhos, ele se imagina como organizador de uma escola futura dotada de todos os métodos modernos de educação, a serviço da Paz.

A partir dessa época, pode-se afirmar que o destino, para não dizer a missão de Pierre Weil, fica delineada de uma forma clara e precisa.

1.2- Preparação do educador para a Paz

A vida irá prepará-lo, durante um longo período de estudos superiores sobre educação e psicologia, para uma atividade profissional de escritor, de educador e de terapeuta,e uma profunda pesquisa do sentido da existência, após uma crise existencial seguida de câncer, leva-o a se dedicar de corpo e alma e, definitivamente, à Paz.

Doutor em Psicologia pela Universidade de Paris VII, Pierre Weil foi aluno de grandes psicólogos e educadores como Leon Walther, Henri Piéron, Wallon, André Rey, Jean Piaget. Posteriormente recebe uma formação psico-terapêutica de Igor Caruso, de Jacob Levy Moreno, de Zerka Moreno e Anne Ancelin Scützemberger.

Numa primeira fase de sua carreira universitária ele faz pesquisas sobre a emotividade neuro-vegetativa, sobre os fatores culturais e escolares da inteligência e sobre os diferentes aspectos da personalidade. Ele ocupa uma cátedra de psicologia social à Universidade Federal de Belo Horizonte e, no final da carreira, de pscologia transpessoal, matéria em que ele é um dos pioneiros no mundo.

Um de seus livros dirigido ao grande público, sobre as Relações Humanas, torna-se rapidamente um Best Seller, em 1958. Está em sua qüinquagésima edição. Muitos outros livros do mesmo estilo obtêm igualmente um grande sucesso, sobre a comunicação nas relações amorosas, sobre as relações entre pais e filhos e sobre a linguagem do corpo.

O sucesso sem felicidade, leva-o a uma crise existencial acompanhada de um câncer e a perda do sentido da existência. Ele começa, então, a se perguntar sobre questões existenciais relativas ao sentido da vida e da morte. Isto o leva a encontrar respostas, numa síntese entre o Oriente e o Ocidente, entre a prática da Yoga e da Psicanálise. Ele estava, neste aspecto, adiantando 20 anos com relação à Declaração de Veneza, da UNESCO, que recomenda o encontro complementar entre o cérebro direito e o esquerdo e entre o oriente e o ocidente.

Durante essa pesquisa ele entra em contato com grandes mestres de Yoga como Swami Chidananda, Muktananda e lamas tibetanos, como Kanjur Rimpoché e Pemala Rimpoché, no Himalaia.

Em 1982, cada vez mais preocupado com a tensão internacional e com o perigo nuclear, ele hesita entre fazer um retiro tibetano de 3 anos, no qual ele tratará de sua paz interior, ou juntar-se a Bernard Benson, que é seu amigo pessoal, e apoiar seu movimento pela Paz internacional. Ele se convence rapidamente a optar pelo retiro, ou seja, a começar a se ocupar de sua paz interior. Ele segue, neste aspecto, as recomendações do preâmbulo da criação da UNESCO, sobre a paz no espírito dos homens.

Pode-se dizer que após esse retiro ele se encontra prestes a realizar o seu sonho do tempo de "maquis", de se dedicar à Educação para a Paz.

1.3- Realização do seu ideal

Pouco tempo após o fim de seu retiro, em 1986 ele é convidado pelo então Governador de Brasília, o ex-Ministro e Embaixador José Aparecido de Oliveira, a criar a Fundação Cidade da Paz, da qual é eleito Presidente e cuja função seria criar e administrar a Universidade Holística Internacional de Brasília, a UNIPAZ, com o apoio de Monique Thoenig (criadora da primeira Universidade Holística de Paris) e de Jean Yves Leloup, à época Diretor do Centro Internacional da Santa Consolação.

EM 1987 é criada a Fundação Cidade da Paz, na presença de juristas eminentes e dos construtores de Brasília, Lucio Costa e Oscar Niemeyer. No dia 14 de abril de 1988, na presença do Presidente do Conselho da UNESCO, Sr. Israel Vargas, inaugura-se a Universidade.

Seria enfadonho e fora de propósito descrever em detalhes as realizações dessa universidade, sob a direção de seu reitor, Pierre Weil, e com a participação entusiástica de uma centena de colaboradores que ele conseguiu reunir com sucesso, ao seu redor, ao longo desses doze anos. Limitar-nos-emos, portanto, ao essencial.

Em 1988, Pierre Weil elabora uma teoria sobre a gênese da destruição da vida sobre o Planeta e sobre os princípios e abordagens que possibilitam um novo método de Educação para a Paz. Inspirado na Declaração de Veneza, que ele incluiu nos estatutos da Fundação Cidade da Paz e em inúmeras outras recomendações da UNESCO, ele começa a experimentar uma síntese de seminários que ele havia dado aos seus alunos na Universidade de Belo Horizonte, aplicando o modelo transdisciplinar dessa teoria.

Encorajado pela grande receptividade desse seminário, que ele denomina "A Arte de Viver em Paz", ele redige uma exposição pedagógica na qual mostra os aspectos originais dessa contribuição, sobretudo no que se refere a uma síntese de métodos do Oriente e do Ocidente, como também uma teoria e visão transdisciplinar da Paz e da Consciência. Trata-se verdadeiramente de uma obra internacional a serviço da Paz. Esse trabalho foi apresentado à UNESCO pelo Ministério das Relações Exteriores do Brasil e por sua delegação junto àquela organização, chegando ao conhecimento do Sr. Frederico Maior. A divisão de Educação Humanística, dirigida pela Sra. Kaisa Savolainen, publica-o em francês e inglês, em 1991 e a Sra. Savolainen redige um prefácio à edição inglesa, em Findhorn.

Até o presente, o referido trabalho foi publicado em seis idiomas. O Sr. Robert Muller, Chanceler da Universidade da Paz e agraciado com o Prêmio da UNESCO, faz um prefácio para a edição brasileira. Pouco tempo em seguida, Pierre Weil é convidado a apresentar seu método num seminário regional da UNESCO em Cartum, Sudão. Seu seminário é muito bem aceito por todos os participantes onde a grande maioria de muçulmanos tece grandes elogios à sua obra. Em 1993, Pierre Weil apresenta o seu seminário à Universidade da Paz da ONU, em São José da Costa Rica, que nele se inspira para a elaboração de uma logomarca para suas publicações e decide estabelecer um convênio oficial de intercâmbio entre as duas Universidades.

Após ter começado a formar os atores em toda a América do Sul e na Europa, uma Associação Européia de Educação para a Paz é criada especialmente para divulgar a Arte de Viver em Paz em toda a Europa e para multiplicar o processo.

A UNIPAZ se ocupa da Educação, em três níveis; de sensibilização, de formação e de pós-formação, de pesquisas e de ação reparadora daquilo que o ser humano desorganizou ou destruiu em si mesmo, na sociedade ou na natureza.

Pierre Weil conseguiu integrar com êxito, na maior parte dos programas educativos, essa mesma trilogia integrativa de três aspectos da Paz, a saber:

1. A Paz consigo próprio (Ecologia e Consciência individuais), sobre os planos do corpo, das emoções e do espírito.

2. A Paz com os outros (Ecologia e Consciência Sociais), sobre os planos da economia, da sociedade e política, e da cultura.

3. A Paz com a natureza (Ecologia e Consciência do Universo), sobre os planos da matéria, da vida e da informação.

1.4- Contribuições à cultura da Paz

Este novo modelo de educação registra-se também como uma contribuição à transdisciplinariedade, recomendada por diferentes declarações da UNESCO.

Ele é também uma aplicação prática do preâmbulo do ato de constituição da UNESCO, no que concerne a Paz no Espírito dos Homens.

Desde o início da UNIPAZ, Pierre Weil dirige pessoalmente uma série de simpósios sobre os seguintes assuntos: A Contribuição das Tradições Espirituais para a Paz e o meio-ambiente, A Diplomacia Silenciosa da Paz, Militares pela Paz, O Papel da Mídia na Paz e na Não Violência, o Transpartidarismo Político, entre outros. Durante cada Congresso Holístico Nacional ou Internacional realizado em Findhorn, Escócia, teve por tema Um Apelo à Paz.

Pode-se também afirmar que a criação da UNIPAZ por Pierre Weil e a sua existência atual em seis campi no Brasil, assim como a sua atuação na Europa e em Israel, constituem uma importante e efetiva à Cultura da Paz no Mundo.

É por essas razões que a UNIPAZ uniu os seus esforços aos da UNESCO e, na medida do possível, integra-se à sua organização. Assim, a escola Casa do Sol, da UNIPAZ, é membro das Escolas Associadas da UNESCO e a Universidade faz parte da Rede Planet Society, da UNESCO. Além disso, Pierre Weil tem participação ativa na difusão do Ano Internacional da Cultura da Paz, no Brasil, ao assinar um acordo oficial com o Sr. Wertheim, Diretor da UNESCO para o Brasil, em vista também da difusão permanente dos princípios da UNESCO, na Revista META, órgão da UNIPAZ e na sua Rede da Paz, via Internet.

Citemos, para finalizar essa biografia, uma contribuição especial de Pierre Weil ao estabelecimento de uma Cultura da Paz na Europa.

1.5- A Marselhesa da Paz

Sob a influência duma intuição segundo a qual os inúmeros hinos nacionais constituem expressões fortíssimas da cultura da violência e das guerras, como denunciou Federico Maior, Pierre Weil , em 1986, uma década antes dessa declaração do Diretor-Geral da UNESCO, redige uma nova Marselhesa, que ele denomina Hino ao Planeta ou Marselhesa da Paz. Ele envia uma cópia a Robert Muller que responde-o exprimindo o seu entusiasmo e declara que ele próprio havia lançado um movimento para a revisão dos hinos nacionais. Robert Muller canta a nova Marselhesa na sede da ONU, com um grupo de amigos e confia o texto ao coral das Nações Unidas. Por seu lado, Pierre Weil, em Strasbourg, a alguns passos do local onde Rouget de Lisles entoou seu hino por vez primeira, Pierre Weil promove o canto do novo texto para cerca de mil participantes de um congresso internacional de psicologia transpessoal. Alguns dias depois, o texto é publicado pela revista l'Express.

Agora que o sonho de Pierre Weil, de um Europa unida, tornou-se realidade, pode-se facilmente perceber quão oportuna se faz a mudança dos textos de inúmeros hinos nacionais, tornando-os compatíveis com o espírito fraternal que presidiu a organização da Europa. Robert Muller e Pierre Weil estão unidos pela realização dessa idéia.

Para finalizar, encontra-se em anexo o texto integral da Marselhesa da Paz, como expressão poética e viva do espírito de Paz que anima Pierre Weil.

1.6- Testemunhos importantes sobre o senhor Pierre Weil

Robert MULLER (prêmio UNESCO de Educação para a Paz; ex-Vice-Secretário-Geral da ONU e Chanceler da Universidade da Paz de Costa Rica).

"A Universidade da Paz, criada pelas Nações Unidas em Costa Rica, manifesta o seu reconhecimento a Pierre Weil, pelo trabalho que ele desenvolve à frente da Fundação Cidade da Paz e da Universidade Holística Internacional de Brasília.

A contribuição de Weil é notável, no que concerne um tema fundamental de nossa época: a educação para a Paz.

Como ele enfatiza em sua obra, após séculos ou mesmo milênios de silêncio, a educação para a paz floresce afinal sobre o nosso planeta.

...Pierre Weil e eu próprio, somos profundamente gratos à UNESCO por sua benevolente aceitação dessas experiências de ensino universal...

...Eu próprio, após longas reflexões e observações, fui levado a pesquisar uma abordagem holística...Foi esse esforço de síntese que me valeu o Prêmio de Educação para a Paz da UNESCO, em 1989...

Em nome da Universidade da Paz, envio os meus sinceros agradecimentos a Pierre Weil e à UNESCO. Queira Deus que essa obra venha a ser a chave de ouro duma nova educação no limiar do terceiro milênio".

Resumo do Prefácio ao livro "A Arte de Viver em Paz", Edição brasileira


Kaisa SAVOLAINEN ( Diretora da Seção de Educação Humanista, Cultural e Internacional - UNESCO) Paris

"...A Arte de Viver em Paz é o resultado de um seminário para professores de colégios de formação de professores organizado pela UNESCO com o fim de promover o intercâmbio de experiências inovadoras em educação internacional; e a UNESCO deseja agradecer a seu autor, Pierre Weil, Presidente da Fundação Cidade da Paz, Universidade Holística Internacional de Brasília, por sua experiência, dedicação e energia infatigáveis que continuam com tamanha amplitude, em prol do desenvolvimento da educação para a Paz."

Sumário do prefácio à edição inglesa da Arte de Viver em Paz.


JOSÉ APARECIDO DE OLIVEIRA (Ex-Governador de Brasília, ex-Ministro da Cultura e ex-Embaixador do Brasil)

"...a atividade internacional do professor Pierre Weil no domínio da pesquisa e das ciências modernas é uma garantia de sua contribuição decisiva à edificação da Fundação Cidade da Paz e da Universidade Holística Internacional de Brasília."

Sumário do discurso de recepção ao Prof. Pierre Weil, em Brasília.


ESCRITÓRIO INTERNACIONAL PARA A EDUCAÇÃO

Uma publicação do Escritório Internacional para a Educação, dedicado à Educação para a Cultura da Paz, cita a Arte de Viver em Paz, de Pierre Weil, como sendo o primeiro ensaio de uma visão e de uma abordagem interdisciplinar da Educação para a Paz.


2- CONTRIBUIÇÕES TEÓRICAS E/OU PRÁTICAS AO AVANÇO DAS ATIVIDADES RELATIVAS À EDUCAÇÃO PARA A PAZ

2.1- Introdução

O pensamento e a ação de Pierre Weil, com relação à Educação para a paz, não podem ser separados da Fundação Cidade da Paz e da Universidade Holística Internacional de Brasília.

Eis porque reconhecer os méritos de Pierre Weil é também reconhecer a importância da UNIPAZ para a Educação para a Paz e vice-versa.

Em verdade, como o mostra a biografia de Pierre Weil, essa instituições foram fundadas, em grande parte, por ele próprio.

Por essa razão, logo em seguida ao plano de apresentação do candidato, plano esse recomendado pela UNESCO, lembremo-nos aqui que a exposição dos programas e projetos sugeridos no item 2 que se referem às contribuições teóricas e/ou práticas do candidato, é, em grande parte, uma apreciação dos programas e projetos completamente integrados e institucionalizados pela UNIPAZ. Ainda que redigidos diretamente kou sob sua inspiração, Piere Weil, de quem uma das características é o trabalho em equipe, fez da UNIPAZ, a obra coletiva de um colégio transdisciplinar.

Por essa razão demos ênfase aos programas e projetos conduzidos ou orientados diretamente por ele, com Reitor da Universidade, ou criados e publicados por ele próprio, independentemente da UNIPAZ.

A UNIPAZ, em seu plano estratégico e em seu estatuto, tem a Paz como proposta e como finalidade, o despertar da plena consciência. São também esses os ideais de Pierre Weil.

2.2- Mobilização das consciências para a Paz

1 - Pesquisa e publicação duma teoria fundamental sobre a gênese da violência e a destruição da vida sobre o Planeta, com montagem de um modelo teórico da Educação e da Consciência da Paz.

2 - Pesquisas e publicações de obras teóricas sobre as relações entre estados de consciência e a paz interior.

3 - Redação e publicação da Arte de Viver em Paz - Rumo a uma nova Consciência da Paz, em francês, inglês, espanhol, catalão, alemão e português. Copyright UNESCO. Nessa obra encontramos uma interação entre consciência, ecologia e Paz, nos três níveis citados na biografia.

4 - Montagem e aplicação de um programa de despertar da consciência da paz, compreendendo oito seminários sob o título A Arte de Viver a Vida. Esses seminários, repartidos entre um a dois anos, são os seguintes:

- Introdução Geral: A Arte de Viver em Paz

Consciência e Paz interior:

A Arte de Viver Conscientemente

A Arte de Viver em Plenitude

- Consciência e Paz Social:

A Arte de Viver em Harmonia

A Arte de Viver o Conflito

- Consciência e Paz com a Natureza:

A Arte de Viver a Natureza

A Arte de Viver a Passagem

- Transição:

E a vida continua...

Esse programa é utilizado para a formação de multiplicadores do Seminário da Arte de Viver em Paz, como espinha dorsal da formação holística de base e para o público em geral. Cerca de 4000 pessoas já passaram por essa formação.

5 - Um vasto programa de conscientização da educação para a Paz está em andamento na TV, atingindo milhões de telespectadores (Ver 2.5)

6 - Durante uma semana, antes da Guerra do Golfo, a UNIPAZ içou cerca de cinqüenta bandeiras brancas em frente aos prédios do Congresso Brasileiro, acompanhadas de Outdoors em prol da paz. Essa campanha foi amplamente difundida pela mídia e teve como conseqüência a sua aparição no programa nacional da TV Globo, mencionado mais adiante (Ver 2.51)

7 - Implantação a Nível Regional ou Internacional de Programas de Atividades Visando o Reforço da Educação para a Paz, Associando-a à Opinião Pública.

8 - Montagem e lançamento de uma Campanha Nacional Permanente de Educação para a Paz, a nível de Brasil, intitulada Programa Beija-Flor. Apoio: UNESCO, Presidência da República, União Nacional dos Estudantes, Ministérios da Educação e da Justiça.

Esse programa está dividido em duas partes:

- INFORMAL, fundamentada na leitura da Arte de Viver em Paz e na sua aplicação espontânea pelos educadores, pela mídia e pelo público em geral. Difusão por meio de conferências, congressos, entrevistas no rádio e na TV, reportagens jornalísticas.

- FORMAL, dirigida aos Estabelecimentos escolares e às Universidades, como também aos ministérios regionais de educação, de cultura e de justiça ou às secretarias locais de educação. A partir de 1992 até o presente, inúmeros compromissos foram firmados com Universidades e com estabelecimentos escolares, no Brasil.

- O programa beija-flor adquiriu uma dimensão internacional.

- Na América do Sul foram formados animadores em Quito e ministrados Seminários sobre a Arte de Viver em Paz na Argentina, na Venezuela e na Costa Rica.

- Na Europa, a Associação européia de Educação para a Paz, organizada especialmente por educadores para a Paz formados ao longo dos últimos anos por Pierre Weil, em vista de aplicar o programa beija-flor em diferentes países europeus. Assim, o programa foi aplicado na Suiça, Bélgica, França, Espanha, Inglaterra, Escócia e Portugal. As "Aulas de Paz", são ministradas em Kosovo e na Bósnia.

- Prevê-se uma abertura para os EUA no ano 2000

Esta parte formal compreende os seguintes projetos:

- Sementes de Paz, um projeto de contato inicial por meio de conferências públicas acompanhadas de vivências de sensibilização.

- Seminário da Arte de Viver em Paz, de 12 horas, a nível de sensibilização

Formação de animadores visando a duplicação do programa beija-flor.

9 - Pierre Weil, com a colaboração de Jean Yves Leloup e de Monique Thoenig, organizou uma Formação Holística de Base em 3 anos, cujos objetivos podem ser resumidos numa frase: Transformação visando o despertar da plena consciência e da paz.

Essa formação foi ministrada, ao longo desses últimos dez anos, a mais de duas mil pessoas no Brasil e em Portugal. Como os seus participantes são em grande parte formadores de opinião, a influência dessa formação em todos os meios, cultural, político, científico e na mídia, é notável. Cada um se torna um catalisador de mudança em direção a uma maior consciência da Paz e do meio-ambiente. Constitui, portanto, um profundo agente transformador de opinião pública.

Uma formação holística de jovens e a Escola da Casa do Sol, dão uma base, a longo prazo, a essa ação.

2.3- Lançamento de iniciativas importantes em prol do reforço da Paz

1- Com o propósito de estimular iniciativas pela Paz, durante cada congresso holístico, Prêmios UNIPAZ são conferidos a pessoas de diferentes meios e culturas. Essa cerimônia é sempre presidida por Pierre Weil. Citamos, dentre outras: Dom Hélder Câmara, Betinho (Autor duma Campanha Nacional contra a fome), Frei Betto, Frei Leonardo Boff, Rabino Nilton Bonder, Embaixador José Aparecido de Oliveira, Francisco Cândido Xavier, Professor Ubiratan d'Ambrosio.

2 - Ao longo desses últimos dez anos, Pierre Weil presidiu e participou de diferentes seminários sobre a Paz, a Não-Violência e o meio-ambiente. Já os citamos em sua biografia.

3 - Em consonância com sua vocação transreligiosa, Pierre Weil organizou e estimulou a realização de celebrações ecumênicas em que tiveram participação representantes das principais tradições religiosas e espiritualistas. Em geral essas celebrações têm sido realizadas durante uma dezena de Congressos Holísticos, regionais e internacionais. Essas celebrações contribuem enormemente à compreensão e à Paz entre as religiões.

4 -A cada dois anos, desde 1987, Realização de Congressos Holísticos Regionais em Brasília, Salvador, Belo Horizonte, Porto Alegre, São Paulo, Rio de Janeiro, Fortaleza e Congressos Internacionais em Brasília, Quito e Findhorn, Escócia. Os temas desses congressos estão todos ligados diretamente à Paz. Em vista do número de participantes, em sua maioria formadores de opinião ( de 500 a 2000 participantes), esses congressos, difundidos no rádio e na TV, têm uma forte influência para o desenvolvimento de uma Cultura da Paz. O tema do último congresso internacional foi "Um Apelo à Paz." Foi realizado no início da guerra em Kosovo.

2.4- Ação educativa em prol da promoção dos direitos do homem e da compreensão internacional

1- Realização de quatro Simpósios sobre os direitos do Homem e a Paz Internacional, com a colaboração da Universidade Nacional de Brasília, entre 1988 e 1992.

2 - De 1990 até o presente, distribuição sistemática da Declaração dos Direitos do Homem, a todos os participantes do Seminário sobre a Arte de Viver em Paz. Segundo a experiência adquirida sobre esse assunto junto a milhares de participantes, por dezenas de animadores, confirmada pelas observações de Pierre Weil ao longo de seus próprios seminários na América do Sul e na Europa, somente 10% a 15% desses grupos leram realmente essa declaração. Por essa razão a declaração é lida e comentada em grupo. Eis aqui uma colaboração direta aos imensos esforços da UNESCO, no mesmo sentido Essa leitura é complementada com a declaração das responsabilidades do Homem, da Universidade da Paz, de Costa Rica.

3 - Em 1999 Pierre Weil foi convidado a organizar a UNIPAZ em Israel, em território árabe; o projeto inclui uma escola onde serão educadas, juntas, crianças muçulmanas, judias e cristãs.

2.5- Sensibilização da opinião pública, por meio da mídia e de outros meios eficazes ao combate dos problemas que afetam a Paz

1 - Programas e entrevistas na mídia.

Tornou-se rotina para Pierre Weil ser entrevistado por jornais, revistas, rádios e TVs, por ocasião dos seus inúmeros seminários, conferências e congressos no Brasil, na América do Sul e na Europa. O ritmo é, em média, de uma entrevista por semana.

Pode-se, entretanto, enfatizar certos programas que atingiram um público de vários milhões de telespectadores.

O primeiro foi realizado pela TV GLOBO, no Programa "Bom dia, Brasil", na manhã do primeiro dia da Guerra do Golfo. A entrevista tratou da contribuição do Brasil para preservar a Paz no Mundo.

O segundo foi um sucesso nacional, graças a uma entrevista no famoso programa Jô Soares, que tem o recorde absoluto de audiência no Brasil. Pierre Weil conseguiu que todo o auditório cantasse, acompanhado duma orquestra e de um coral, o hino à Paz, da UNIPAZ (Ver 2.6)

Um Prêmio GLOBO de reportagem de TV em Ribeirão Preto-SP, foi conferido a um programa onde Pierre Weil foi entrevistado juntamente com um menino de rua que ele havia convidado, sobre a Paz. Ao ser perguntado sobre onde começa a Paz, o menino respondeu: "no meu coração", após ter contado como ele vivia a questão da violência, ligada à droga. A interlocutora que realizava a entrevista conteve os soluços, para que pudesse ter condições de continuar a falar...

2 - Programas na Televisão do SENADO e da CÂMARA DOS DEPUTADOS. Pierre Weil é convidado regularmente a tratar de questões sobre a educação para a Paz e a Não-Violência, como também sobre os programas da UNIPAZ.

Esses programas, iniciados em 1998, têm uma procura constante de repetição, por parte dos telespectadores. O primeiro, iniciado em abril de 1998, já foi repetido mais de trinta vezes. Dois programas seguidos, de uma hora cada, são um resumo da Arte de Viver em Paz, especialmente montados pela equipe do estúdio.

É mais que evidente que esses programas sobre a Educação para a Paz, têm, além de sua influência sobre o grande público, uma importância política fundamental, já que são realizados no coração do Senado do Brasil. Graças a Pierre Weil, a Educação para a Paz penetra na alma de parlamentares brasileiros.

3 - O Sino da Paz. Um meio tradicional de comunicação. A Associação Internacional do Sino da Paz, de Tóquio, após uma visita especial de Pierre Weil ao Japão, ofereceu uma réplica do Sino da Paz situado nos jardins das Nações Unidas, em Nova Iorque. O Secretário-Geral das Nações Unidas soa-o antes de cada assembléia geral. O sino pesa quase uma tonelada e é feito de bronze, fundido juntamente com moedas de todos os países do Mundo. Trazido pelo representante do Embaixador do Brasil em Tóquio, o Sino da Paz foi inaugurado em 1997, na presença de autoridades japonesas e brasileiras.

Se nos recordarmos que o sino é um dos meios mais antigos de comunicação entre os homens, podemos facilmente imaginar a importância simbólica das celebrações acompanhadas do som desse sino da Paz.

Um cerimonial especial foi concebido por Pierre Weil para receber hóspedes e convidados especiais. Realiza-se também a cerimônia do Sino, na abertura de cada curso sobre a Paz, como também para comemorar certos dias especiais, como o das Nações Unidas.

2.6- Contribuição no campo das artes criativas

Apesar de Pierre Weil não ser um artista profissional, sua vocação poética e musical, levou-o a dar duas contribuições à Educação para a Paz.

1 -O Hino à Paz do Espírito do Ser Humano. Por ocasião do Tratado de Paz entre o Egito e Israel, Pierre Weil decide transformar uma canção de Paz oriunda do Oriente Médio, em Hino Internacional da UNIPAZ. Ele traduziu o texto em várias línguas e determinou que fosse ele entoado em todos os seminários e congresso regionais e internacionais. Eis alguns exemplos de tradução: "La Paix em toi, May Peace be in you, Shalom Alechen, Salam Alecum, OM Shanti, A Paz em você, La Paz en usted, La Pace em ti, Der Frieden in dich, etc..."

2 - A Marselhesa da Paz ou o Hino ao Planeta. Como o explica a Biografia, Pierre Weil, sensível à criação da Europa Unida, decide propor um novo texto da Marselhesa, compatível com o espírito de fraternidade européia.

É por essa razão que, apoiado pela UNESCO, ele também deseja estimular a mudança dos textos dos hinos nacionais.

3 -Introdução da Arte sob todas as formas, em todos os programas da UNIPAZ. Pierre Weil não se contenta, em matéria de arte, a dar a sua contribuição pessoal, pois ele orienta o colégio geral a introduzir em todos os programas da UNIPAZ contribuições artísticas de toda a sorte: teatro, pintura, escultura, música, expressão corporal, etc. Isto é uma conseqüência da orientação transdisciplinar de Pierre Weil.

2.7- Todas as outras atividades reconhecidas como fundamentais à construção das defesas da Paz no espírito dos homens.

O Espaço do Silêncio da UNIPAZ, foi especialmente concebido para o recolhimento, de tal sorte que cada um pudesse reencontrar a Paz no silêncio de sua alma. Construído em madeira de eucalipto, o espaço do Silêncio fica aberto 24 horas ao dia, sem símbolo religioso algum; no espírito da UNIPAZ, cada um pode lá permanecer em silêncio e seguir internamente o caminho que lhe é próprio, em liberdade total. Sozinha, brilha a chama de uma vela, que lembra a cada um o calor do AMOR e luz da Sabedoria, como condições inseparáveis ao despertar de uma Paz profunda e durável.

Aí também encontramos a influência de Pierre Weil, que se inspira no Plano Delors da UNESCO, que recomenda uma nova educação onde se aprende a conhecer, a agir, a viver em grupo e a ser. O Espaço do Silêncio é um convite a ser.

Depois do som do sino da comunicação da Paz entre os seres, os que aqui estão, encontrarão no Espaço do Silêncio, o Amor e a Sabedoria próprios à Paz de ser.