PIERRE WEIL
RESUMO BIOGRÁFICO
Preparação do educador para a Paz
A vida irá prepará-lo, durante um longo período de estudos superiores sobre educação e psicologia, para uma atividade profissional de escritor, de educador e de terapeuta,e uma profunda pesquisa do sentido da existência, após uma crise existencial seguida de câncer, leva-o a se dedicar de corpo e alma e, definitivamente, à Paz.
Doutor em Psicologia pela Universidade de Paris VII, Pierre Weil foi aluno de grandes psicólogos e educadores como Leon Walther, Henri Piéron, Wallon, André Rey, Jean Piaget. Posteriormente recebe uma formação psico-terapêutica de Igor Caruso, de Jacob Levy Moreno, de Zerka Moreno e Anne Ancelin Scützemberger.
Numa primeira fase de sua carreira universitária ele faz pesquisas sobre a emotividade neuro-vegetativa, sobre os fatores culturais e escolares da inteligência e sobre os diferentes aspectos da personalidade. Ele ocupa uma cátedra de psicologia social à Universidade Federal de Belo Horizonte e, no final da carreira, de pscologia transpessoal, matéria em que ele é um dos pioneiros no mundo.
Um de seus livros dirigido ao grande público, sobre as Relações Humanas, torna-se rapidamente um Best Seller, em 1958. Está em sua qüinquagésima edição. Muitos outros livros do mesmo estilo obtêm igualmente um grande sucesso, sobre a comunicação nas relações amorosas, sobre as relações entre pais e filhos e sobre a linguagem do corpo.
O sucesso sem felicidade, leva-o a uma crise existencial acompanhada de um câncer e a perda do sentido da existência. Ele começa, então, a se perguntar sobre questões existenciais relativas ao sentido da vida e da morte. Isto o leva a encontrar respostas, numa síntese entre o Oriente e o Ocidente, entre a prática da Yoga e da Psicanálise. Ele estava, neste aspecto, adiantando 20 anos com relação à Declaração de Veneza, da UNESCO, que recomenda o encontro complementar entre o cérebro direito e o esquerdo e entre o oriente e o ocidente.
Durante essa pesquisa ele entra em contato com grandes mestres de Yoga como Swami Chidananda, Muktananda e lamas tibetanos, como Kanjur Rimpoché e Pemala Rimpoché, no Himalaia.
Em 1982, cada vez mais preocupado com a tensão internacional e com o perigo nuclear, ele hesita entre fazer um retiro tibetano de 3 anos, no qual ele tratará de sua paz interior, ou juntar-se a Bernard Benson, que é seu amigo pessoal, e apoiar seu movimento pela Paz internacional. Ele se convence rapidamente a optar pelo retiro, ou seja, a começar a se ocupar de sua paz interior. Ele segue, neste aspecto, as recomendações do preâmbulo da criação da UNESCO, sobre a paz no espírito dos homens.
Pode-se dizer que após esse retiro ele se encontra prestes a realizar o seu sonho do tempo de "maquis", de se dedicar à Educação para a Paz. |